Cicatrizes
Foto de Palacios

Essa é uma cicatriz - ela mostra o cotovelo esquerdo - que eu fiz quando caí de bicicleta no barranco da casa da minha tia.
Essa aqui - ela mostra o joelho esquerdo agora - foi quando eu escorreguei, outro dia, na casa da minha mãe.
Essa aqui é a minha cesareana.
Essa aqui - ela mostra o joelho esquerdo agora - foi quando eu escorreguei, outro dia, na casa da minha mãe.
Essa aqui é a minha cesareana.
Essa cicatriz aqui - e levanta a cabeça para mostrar o queixo - eu ganhei quando espirrei e bati na mesa. Doeu muito.
Essa aqui - toca a sobrancelha - foi numa topada num orelhão na Av. Paulista.
Essa aqui - aponta o coração - não dá pra ver mas ela tá ali...fiz por um amor não correspondido na adolescência...
Essa aqui ó - abre a boca e tenta mostrar a garganta - foi de um grito de dor.
Essa outra mais profunda é de um grito que eu não dei.
...
Aquela ali - e aponta a testa do marido - é uma tamancada que acertei.
A minha ficou mais ou menos por aqui - e vai tateando o braço direito até chegar no omoplata.
Essa - e mostra o cotovelo direito - foi uma ralada numa parede "texturizada" na casa da minha tia. Na tia de novo. Moderna com a parede "texturizada".
Tem essa aqui também - e aponta a nádega esquerda - que foi de um furúnculo. Também na adolescência. Será que...?
Essa do meu dedo foi cortando pimentão com a vó.
Essa aqui menorzinha também no coração é de uma amizade desfeita.
Essa doeu muito - e abre a mão esquerda mostrando o espaço entre o polegar e o indicador - foi cortando tomate e brigando. Me desconcentrei.
Essa aqui atrás dos olhos é de um negócio que eu vi e nem quero mais lembrar.
De nada...não quero mais lembrar de nada.
Essa aqui - toca a sobrancelha - foi numa topada num orelhão na Av. Paulista.
Essa aqui - aponta o coração - não dá pra ver mas ela tá ali...fiz por um amor não correspondido na adolescência...
Essa aqui ó - abre a boca e tenta mostrar a garganta - foi de um grito de dor.
Essa outra mais profunda é de um grito que eu não dei.
...
Aquela ali - e aponta a testa do marido - é uma tamancada que acertei.
A minha ficou mais ou menos por aqui - e vai tateando o braço direito até chegar no omoplata.
Essa - e mostra o cotovelo direito - foi uma ralada numa parede "texturizada" na casa da minha tia. Na tia de novo. Moderna com a parede "texturizada".
Tem essa aqui também - e aponta a nádega esquerda - que foi de um furúnculo. Também na adolescência. Será que...?
Essa do meu dedo foi cortando pimentão com a vó.
Essa aqui menorzinha também no coração é de uma amizade desfeita.
Essa doeu muito - e abre a mão esquerda mostrando o espaço entre o polegar e o indicador - foi cortando tomate e brigando. Me desconcentrei.
Essa aqui atrás dos olhos é de um negócio que eu vi e nem quero mais lembrar.
De nada...não quero mais lembrar de nada.
Perfeito!
cicatrizes, rugas, cabelos brancos...calos! ah, os calos...
:)
bom te 'ver'.
muaks!
Sucesso para o NOVO blog!!!!
Bjs
CICATRIZES FAZEM PARTE DO PASSADO, SEM FEDER, MAS AINDA ATACAM NOSSOS SENTIDOS, AGORA O VISUAL, O PAPEL CRIATIVO DO TEMPO, NATURALMENTE NADA PODE FAZER POR UMA CICATRIZ...talvez percebê-las com um certo amor e desprezo...
Muito massa mesmo.
Que lindo issso!
Vou levar pro meu blog e postar daqui uns dias. Com link e credito, é claro.
Estava passeando e por acaso encontrei este blog, como adoro varais - tenho até um quadro pintado por meu marido - entrei e me apaixonei! Parabéns pelo blog, pela poesia. Amei.
Dinorah
Meu Deus, que coisa bonita!
Vim aqui há um tempo e disse que voltava: voltei. E agora seguirei.
Me visite se quiser no....
www.espacointertextual.blogspot.com
Já estive aqui, já li esse texto tão bonito, já dei meu parecer.
Não estou maluca.
Apenas hoje pensei sobre cicatrizes e reli essse texto e achei bonito de novo. Gostei de lembrar que cicatrizes não são exclusividade de ninguém.
Beijo