triste

Tenho a mão pesada, ela me está pesando tanto...não era pra ser assim, não era! Depois de um tempo a gente vai tendo umas coragens estranhas e imbecis. Eu não posso perder o medo. Não perdendo o medo terei menos coragem. Tendo menos coragem serei mais dócil. Sendo mais dócil serei mais condescendente e paciente. Sendo paciente não verei as pessoas sem as máscaras. As máscaras são tão necessárias. As pessoas não gostam que as vejamos sem as máscaras. Elas tem todo o direito de se mascararem e disfarçar suas vidas intranquilas. Para que me sinto no direito de palavreador? Para que as faço ver que estão sem as máscaras diante de mim. Que o façam sozinhas na calada da noite. Sinto-me mal...minha mão tem cheiro podre. Todo meu corpo dói.
"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade.
Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo".
Nietzsche
Belíssimo! Tão, tão verdadeiro... Também me decomponho assim!
Me sinto assim também...
Estava com saudade da literatura pendurada aqui.
tuas palavras estendidas formam belas paisagens...
volto...
no dia em que você publicou o "triste" vim aqui e deixei meu comentário... ele não está! como passei momentos de chateação com o google por sumir comentários em meu blog achei que pode ter acontecido aqui... lá eu resolvi tirando a moderação até que fique tudo normal, pois alguns comentários apareciam e outros não.
o texto é quase inconfessável...
um beijo, querida.
Vanu, que delícia de texto! Isso me remete a Clarice. Nunca tinha associado coisas da Gaia Ciência de Nietzsche à Clarice, e teu texto está a altura. Bj. Juca
Oi Betina...realmente não me figurou no e-mail...
Bj...adoro suas visitas.