triste


Tenho a mão pesada, ela me está pesando tanto...não era pra ser assim, não era! Depois de um tempo a gente vai tendo umas coragens estranhas e imbecis. Eu não posso perder o medo. Não perdendo o medo terei menos coragem. Tendo menos coragem serei mais dócil. Sendo mais dócil serei mais condescendente e paciente. Sendo paciente não verei as pessoas sem as máscaras. As máscaras são tão necessárias. As pessoas não gostam que as vejamos sem as máscaras. Elas tem todo o direito de se mascararem e disfarçar suas vidas intranquilas. Para que me sinto no direito de palavreador? Para que as faço ver que estão sem as máscaras diante de mim. Que o façam sozinhas na calada da noite. Sinto-me mal...minha mão tem cheiro podre. Todo meu corpo dói.
"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade.
Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo".
Nietzsche
7 Responses
  1. Belíssimo! Tão, tão verdadeiro... Também me decomponho assim!


  2. Anônimo Says:

    Me sinto assim também...


  3. Estava com saudade da literatura pendurada aqui.


  4. tuas palavras estendidas formam belas paisagens...
    volto...


  5. no dia em que você publicou o "triste" vim aqui e deixei meu comentário... ele não está! como passei momentos de chateação com o google por sumir comentários em meu blog achei que pode ter acontecido aqui... lá eu resolvi tirando a moderação até que fique tudo normal, pois alguns comentários apareciam e outros não.

    o texto é quase inconfessável...

    um beijo, querida.


  6. Anônimo Says:

    Vanu, que delícia de texto! Isso me remete a Clarice. Nunca tinha associado coisas da Gaia Ciência de Nietzsche à Clarice, e teu texto está a altura. Bj. Juca


  7. La Vanu Says:

    Oi Betina...realmente não me figurou no e-mail...
    Bj...adoro suas visitas.